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domingo, 14 de março de 2010

Ramires sobre deslocação à Madeira: “Vai ser difícil”

Corre quilómetros com aquele corpo franzino, magrinho, com aquelas pernas que não parecem mais grossas do que braços e damos por nós a perguntar onde esconde ele tanta força, tanta resistência? Poucas vezes terá chegado à Luz, para jogar no Benfica, um brasileiro tão «europeu».
- Este domingo uma saída: à Madeira, com o Nacional…

- Jogo muito difícil.

- Só perderam em casa uma vez…

- É. Vai ser difícil. Mas o Benfica tem de encarar os adversários todos por igual, em casa ou fora. Jogando de igual forma, em casa ou fora. Isso é o que temos feito e tem sido importante para estar onde estamos.

- Três pontos de avanço sobre o Braga, onze sobre o FC Porto… É margem para optimismo?

- Não. Faltam bastantes jogos. Faltam oito jogos para o fim do campeonato, ainda muita coisa pode acontecer. Claro que, nesta fase, nem que seja um ponto sobre o segundo já é uma vantagem, mas é preciso saber lidar com ela. Estamos perto do título, sim, mas ainda faltam oito jogos. Se tropeçarmos e o Braga ganhar, vão encostar de novo. Por isso temos é de pensar em manter ou aumentar os pontos de vantagem.

- O ano passado não tiveste férias, este ano o cansaço para ti não pode vir no fim do campeonato porque logo depois tens o Mundial. Como se aguenta isto?

- Trabalhando! E nas horas em que for possível descansar, descansar um pouco. Eu procuro sempre descansar muito. Às 11 horas da noite já estou a dormir. Até porque se não durmo umas oito horas já não acordo bem-disposto. Assim, aproveito quando tenho uma folga para descansar bastante para surgir sempre fresco dentro de campo. É verdade que se eu for para o Mundial vou ter um ano e meio de trabalho directo. Mas nas horas em que eu puder descansar, vou descansar muito. Para nas outras trabalhar, e trabalhar forte.

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